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SAC


 

Pomar doméstico

 

Além da diversidade de espécies, de modo a proporcionar maior satisfação, o proprietário do pomar deve procurar reunir um certo número de variedades de uma mesma espécie frutífera sempre que isso permitir ampliar a época da colheita, como é o caso do abacate, laranja e manga. Uma vez escolhida as espécies e variedades a serem plantadas e qual a quantidade de cada uma, deve-se imaginar sua distribuição no terreno. Nessa distribuição deve-se procurar plantar juntas as espécies com exigências similares, o que facilitará os tratos culturais futuros.

Escolhendo o lugar

 

O local para plantio de um pomar doméstico deve preencher certos requisitos que permitam a obtenção de plantas produtivas:
• Solo sílico-argiloso, profundo, bem drenado e levemente inclinado, disponibilidade de água, boa insolação.
• Solos úmidos devem ser evitados visto que em geral as raízes das plantas frutíferas são muito sensíveis às condições de encharcamento (no caso dos citros, abacate, maracujá e mamão).
Deve-se, também, procurar plantar juntas as espécies com exigências semelhantes. É recomendável adotar uma distribuição irregular dessas plantas, dentro de um alinhamento padrão, para se conseguir um melhor efeito estético, assim como uma menor incidência de pragas e doenças. Resumindo, vejamos algumas medidas importantes no planejamento do pomar:
• O pomar deve, sempre que possível, estar localizado próximo à residência, de modo a permitir frequentes visitas, propiciando, inclusive, condições para o consumo de boa parte da produção diretamente da planta. Decida as espécies, quantidades e variedades a serem plantadas.
• Distribuia as espécies escolhidas, procurando agrupar espécies com exigências semelhantes.
• Adotar distribuição irregular dessas plantas, dentro de um alinhamento padrão, para se conseguir um melhor efeito estético como também uma menor incidência de pragas e doenças.
• Solo sílico-argiloso, profundo, bem drenado e levemente inclinado. Solos úmidos devem ser evitados
• É aconselhável que haja água nas proximidades, não só para irrigação mas também para ser utilizada na aplicação de defensivos, se for o caso.
• Sempre que possível o terreno deve se voltar par ao Norte e ser protegido do vento Sul.

A horta numa casca de noz

 

Universidades e estudiosos respeitáveis garantem que nossas casas ou condomínios, num futuro próximo, recuperarão aquele hábito ancestral da horta e do pomar no fundo do quintal. Isso deu na Time, mas nem precisava dizer, porque está na cara: cada vez mais gente, em todo o mundo, está preocupada com a qualidade dos alimentos. Daí que plantá-los nós mesmos parece idéia bem razoável, ainda mais se considerarmos os aspectos desestressantes da atividade - outra obviedade do tamanho de um bonde.

Claro, já há fornecedores de alimentos orgânicos nos grandes centros, inclusive com entrega domiciliar (lá em casa sempre chega uma simpática mensagem da Carol e da Marina, da Caminho da Roça, informando sobre os produtos da semana). É uma bênção para quem empalidece só de ouvir falar em pôr a mão na terra ou esterco de galinha (se formos buscar alguma mitologia, digamos que entre nós temos agricultores, caçadores, pescadores).

Mas outro aspecto que precisa ser levado em conta é que no tal do futuro próximo, parece que daqui a uns 15 ou 20 anos, a preocupação com gastos de energia crescerá muito. Então, plantar em casa, além de 100% confiável e bem mais prático, implicará economizarmos recursos naturais e gerar menos impactos, o ambiental e os de qualquer outra ordem. Pare um pouco e pense a respeito do tanto de combustíveis fósseis empregados na agricultura tradicional e mesmo na orgânica - os tratores, os caminhões etc.

Outro indicativo: o fenômeno das ecovilas. Essas comunidades, que crescem em quantidade e variedade conceitual em vários países do mundo, apontam para uma saída de bom senso que poderá garantir o emprego dos futurólogos e resolver nossas expectativas por alimentos mais saudáveis, mais confiáveis.

Ecovilas são, como parecem, comunidades sustentáveis, e muitas delas estão dentro ou bastante próximas de espaços urbanos. Cada qual se forma com um tipo diferente de "cola", ou seja, um motivo que aproxima um determinado número de famílias, um motivo pelo qual todos irão investir ou trabalhar cooperativamente ou solidariamente. Há quem se junte em torno de crenças ou práticas espirituais, alimentação saudável, destinação de lixo, energia limpa etc., ou combinações desses e outros objetivos. Não é de surpreender, mas é significativo: a agricultura orgânica, mãe da alimentação saudável, é a cola que mais aparece nos censos das ecovilas.


Iniciando uma horta

 

As hortaliças precisam de muito sol para produzir plenamente. Em outras palavras, devem ser plantadas a sol pleno. O terreno destinado à horta deve ser dividido em canteiros, que serão feitos à enxada. A altura dos canteiros depende do solo.
Nos solos secos, ele deve ser feito ao nível do chão e nos úmidos com 10cm de altura e sua largura deve ser de 1 metro e 25cm e o comprimento pode variar, não convém ser maior que 8 metros. As ruas entre os canteiros devem ter 60cm, mas para economizar terreno podem ter um mínimo de 30cm.
As terras dos canteiros devem ser bem revolvidas e sem pedras ou paus podres. O terreno após o preparo recebe adubos, que devem ser perfeitamente distribuídos. O melhor adubo para hortaliças é o estêrco de curral bem curtido e os adubos orgânicos, que se encontram no comércio, como farinhas de sangue, de ossos, de peixe, etc.

 

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