O paisagismo não é apenas a criação de jardins através do plantio desordenado de algumas plantas ornamentais, é uma técnica artesanal aliada à sensibilidade, que procura reconstituir a paisagem natural dentro do cenário devastado pelas construções. Requer conhecimentos de botânica, ecologia, variações climáticas regionais e estilos arquitetônicos, sendo também importante o conhecimento das compatibilidades plásticas para o equilíbrio das formas e cores.
A finalidade do paisagismo é a integração do homem com a natureza, facultando-lhe melhores condições de vida pelo equilíbrio do meio ambiente. Ele abrange todas as áreas onde se registra a presença do ser humano. Até mesmo nos desertos só é notada a presença dos seres humanos nos oásis, onde existe vegetação nativa ligada à água. Desde as áreas rurais até as regiões metropolitanas, o paisagismo deve atuar como fator de equilíbrio entre o homem e o ambiente.
A manutenção de áreas verdes nas grandes indústrias influencia positivamente para o aumento da produção, chegando a assegurar uma diminuição nos índices de acidentes de trabalho. Uma paisagem mais amena nas áreas das fábricas, suavizando a artificialidade metálica dos maquinários de trabalho, diminui a tensão dos trabalhadores.
O paisagismo urbano tem por objeto os espaços abertos (não construídos) e as áreas livres, com funções de recreação, amenização e circulação, entre outras, sendo diferenciadas entre si pelas dimensões físicas, abrangência espacial, funcionalidade, tipologia ou quantidade de cobertura vegetal.
A criação de jardins internos (paisagismo de áreas internas), nas residências ou em áreas comerciais, comprova a necessidade do ser humano em manter-se ligado à natureza.
Nesta área, o paisagismo interno irá complementar a decoração, com seus elementos vivos e coloridos, o que proporcionará uma sensação leve, mas dinâmica.
Pode ser dividido em: jardins internos, jardins em terraços, sacadas e áreas de recreação. Neste tipo de projeto existem, como nos outros, um estudo a se fazer, para que seja atingida uma harmonia entre o ambiente e o jardim.
Fatores a serem considerados:
1. Finalidade (doméstico, comercial ou recreativo).
2. Formas, cores, texturas predominantes.
3. Estilo arquitetônico.
4. Iluminação existente (artificial ou natural).
5. Na medida do possível, o perfil das pessoas que interagem no local.
É extremamente vital para este projeto o conhecimento das características das plantas quanto à sua adaptabilidade e crescimento nos locais. Plantas são ornamentos vivos, que crescem e se desenvolvem, mudam sutilmente com as estações do ano, apresentando sempre um aspecto diferente e necessitando de cuidados constantes.
Regas periódicas e bem dosadas.
Adubação periódica, de acordo com as necessidades de cada espécie.
Limpeza semanal, quinzenal, ou mensal, dependendo das condições da planta.
Preparo superficial do solo.
Prevenção e tratamento de pragas e/ou doenças.
Substituição de plantas doentes ou mortas.
Formação de repertório a partir da análise de projetos referenciais de paisagismo. Conceito de ecologia e estudo da paisagem dos espaços construídos e não construídos. Estudos sobre poluição e impacto ambiental. Espécies vegetais e estudo plástico da vegetação. Etapas do processo de análise, desenvolvimento e síntese do projeto de paisagismo. Atividade de projeto com tema de pequena e/ou média complexidade, desenvolvida até o nível de anteprojeto.
As áreas verdes vêm, ao longo da história das cidades, assumindo papel de importância cada vez maior na composição e na estruturação do espaço urbano. Os elementos vegetais comparecem nas ruas, nas praças, nos parques e nos jardins dialogando com as edificações, aproximando o homem da natureza, embelezando a paisagem e proporcionando conforto ambiental.